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Author name: Mandua Tecnologia

Gestão Sindical

4 estratégias para captar e fidelizar associados

Mostre que está trabalhando pela sua base Uma coisa é fato: as pessoas tendem a apoiar entidades representativas quando sentem que essas organizações realmente promovem algum diferencial em suas vidas — sobretudo quando o tema é sindicato, principalmente em períodos de tantas incertezas e mudanças na legislação trabalhista, como têm sido os últimos tempos. Muita gente nem sonha, por exemplo, que conquistas como aumentos salariais, vale-creche ou cestas básicas dadas pelas empresas, por exemplo, só existem por conta do trabalho da gestão sindical. Nessa perspectiva, é importante — para não dizer fundamental — investir em um trabalho pesado de divulgação e comunicação. Atualmente, a melhor forma de apostar nessa estratégia é organizar os canais digitais e procurar por consultorias especializadas em soluções digitais para organizações sociais. Entre as estratégias de divulgação, estão plataformas como blogs, sites, canais no YouTube, perfis em redes sociais e táticas em aplicativos de mensagens, por exemplo. O trabalho e investimento irão valer a pena, e, sem dúvidas, irão se converter em mais associados. Aposte na oferta de benefícios Não tem jeito: a maneira mais eficiente de atrair novos associados é pensar em diferenciais úteis, criativos e de qualidade. Vale pensar na viabilidade de implantar ideias como:   Sedes de praia ou campo, bem como colônias de férias; Eventos formativos e educacionais, presenciais ou online (e, caso as atividades aconteçam em ambiente virtual, em uma plataforma intuitiva e funcional para realizá-las); Festividades, jantares, campeonatos esportivos, atrações culturais e outros tipos de confraternização, com exclusividade ou preços especiais para filiados; Parcerias e convênios com empresas e instituições, para oferta de descontos em aquisição de produtos ou serviços.   Além da disposição dos benefícios em si, também é fundamental saber como e onde divulgá-los, com um trabalho forte de suporte de imagens e material audiovisual, para que os futuros associados tenham a oportunidade de ver e se interessar pelas vantagens de se filiar. Seja solícito Mais do que saber que sua entidade está trabalhando duro por eles, seus associados querem e precisam se sentir acolhidos, ouvidos e bem tratados. Por isso, é essencial dispor de canais de comunicação gerenciados por pessoas treinadas e capacitadas, que tenham tempo o suficiente para responder eventuais mensagens, ligações e questionamentos com muita educação e jogo de cintura — além, é claro, de uma postura resolutiva. Isso fará toda a diferença, não apenas para captar novos associados, mas também para manter os filiados de longa data. Esteja presente em ambientes virtuais — da maneira certa! Não basta apenas ter um site, ou manter perfis nas redes sociais. Para captar novos associados para sua entidade, é necessário administrá-los da maneira correta. Para isso, é importante ter um website bonito, intuitivo e de fácil compreensão, que não afugente quem entra em sua página. Também é preciso manter esse endereço virtual otimizado para dispositivos móveis, como tablets e celulares, que representam os meios de acesso à internet mais populares no mundo atualmente. Por fim, é importante manter o site da organização atualizado constantemente. Alimente com notícias, fotos, e, é claro, informações úteis para o usuário. Gostou das dicas? Se interessou? Então, entre em contato conosco agora mesmo. Será um grande prazer trocar ideias e ajudar sua entidade representativa a implantar novas estratégias que irão aumentar seu número de associados!

Gestão Sindical

3 dicas para conseguir novas rendas para seu sindicato

Quando o assunto é arrecadação de dinheiro, os sindicatos precisam ser criativos e organizados para conseguirem novas rendas, afinal, de acordo com a legislação, existem poucas formas dessa arrecadação acontecer, já que eles não possuem fins lucrativos. Entretanto, para conseguir realizar suas atividades de maneira efetiva e para se auto sustentar, é de suma importância que os sindicatos possuam alguma forma de renda. Esse dinheiro vem, principalmente, de contribuições dos próprios trabalhadores que são membros desses sindicatos. A Contribuição Sindical é, desde 2017, obrigatória somente para membros, que contribuem anualmente com certo valor que irá custear as atividades desenvolvidas por essa categoria. Vários direitos dos trabalhadores, como o seguro-desemprego, são provenientes do Fundo de Amparo ao Trabalhador, cuja renda vem justamente da Contribuição Sindical. No entanto, muitas vezes apenas esse recurso não é suficiente para sanar todas as necessidades monetárias dos sindicatos. Pensando nisso, trouxemos algumas dicas sobre como conseguir novas fontes de rendas para o seu sindicato. Acompanhe! Mensalidade sindical Essa é uma ótima maneira de arrecadar renda para o sindicato, pois ela diz respeito a uma troca de benefícios com o trabalhador e não apenas a cobrança de uma taxa. Como o nome já diz, essa taxa é paga mensalmente pelos filiados do sindicato, que em troca recebem alguns serviços exclusivos. Esses serviços podem ir desde a área da saúde, como assistência médica, até entretenimento, como acesso aos clubes dos sindicatos. A renda mensal é algo muito vantajoso para que essa organização mantenha suas atividades. Contribuição assistencial É importante observar que, quanto mais eficiente um sindicato é, mais eles conseguem apoio financeiro dos trabalhadores. Taxas como a contribuição assistencial, não são obrigatórias, o trabalhador escolhe pagar. Para isso, ele tem que estar muito satisfeito com o desempenho do seu sindicato para decidir por conta própria contribuir financeiramente. Portanto, é essencial que os sindicatos desenvolvam um trabalho que faça real diferença no cotidiano do trabalhador para que, em troca, receba esse auxílio financeiro. Dessa forma, as pessoas vão sentir que realmente precisam da atuação deles e se interessar em ajudar em sua manutenção. Contribuição confederativa Essa contribuição também depende da vontade e satisfação do trabalhador. Ela é cobrada quando há reajuste salarial no setor que o sindicato representa. Nesse caso também, deve-se mostrar um serviço eficiente para que os trabalhadores se disponham a contribuir com o sustento do sindicato. Todas essas três cobranças apresentadas são formas alternativas que a lei permite que o sindicato recorra para conseguir fundos. Além disso, o que é fundamental para a manutenção dos sindicatos é o bom gerenciamento financeiro. Não adianta ter uma grande quantidade de contribuições mensais se esse dinheiro não for bem administrado, por isso a organização é de suma importância. Uma forma de conseguir isso é contratando um serviço de gestão sindical. Dessa forma, essa atividade se tornará muito mais fácil de ser realizada, já que, na maioria das vezes, os sindicatos são formados por trabalhadores que nem sempre são especialistas em gestão. Por isso, utilizando um sistema especializado nesse tipo de atividade, a renda será muito melhor administrada. Para saber mais sobre nosso software de gestão sindical, entre no site da Pandora e saiba tudo sobre nosso serviço.

Gestão Sindical

Os sindicatos e a transformação digital

Vivemos em uma Era caracterizada pela intensa revolução e inovação digital. É comum que a internet nos auxilie ou, até mesmo, faça por nós várias atividades do dia a dia. Além disso, o trabalho é um dos setores mais afetados pelo desenvolvimento da tecnologia. A todo o momento surgem novas máquinas e programas que facilitam o desempenho dos funcionários e otimizam a rotina das empresas. A pandemia causada pelo Covid-19 impulsionou ainda mais o uso da tecnologia no cotidiano, afinal, esta era a única maneira de se relacionar com as pessoas. Sendo assim, um órgão muito importante para os trabalhadores teve que se reinventar para continuar desempenhando suas atividades mesmo na quarentena: o sindicato. Os sindicatos e a transformação digital Com as severas orientações acerca do isolamento social, os sindicatos tiveram que se reinventar completamente em um curto período de tempo, a fim de continuarem desempenhando seu trabalho a distância. Isso foi um desafio, pois os sindicatos trabalham muito em contato com as pessoas, estabelecendo diálogos entre toda essa rede de trabalhadores e, ainda, precisam monitorar se as empresas estão garantindo aos funcionários todos os seus direitos. Fazer isso de maneira virtual é algo complexo, situação agravada pelo fato de que os sindicatos não tinham nenhum preparo para essa mudança brusca na forma de trabalho. Um momento importante para que os sindicatos vissem a importância de se trabalhar em conjunto com a tecnologia foi a campanha Trabalhou Tem Direito, realizada pelo Sinthoresp (Sindicato dos Trabalhadores de Hotéis, Bares, Restaurantes e Similares de São Paulo e região). O objetivo dessa campanha era fazer com que a operadora do McDonald’s, Arcos Dourados, pagasse aos seus 7 mil ex-funcionários a participação dos lucros pelo período trabalhado, direito garantido pelo Programa de Participação dos Resultados. Sem a internet, teria sido impossível localizar tantas pessoas. O marketing digital feito através, principalmente, das redes sociais vem sendo fundamental nessa campanha. Isso mostrou que, mesmo em um período sem pandemia, o meio digital é um grande amigo das atividades sindicais, já que algumas ações só são possíveis através da internet. Visando, portanto, o efetivo acompanhamento da rotina dos trabalhadores, os recursos digitais começaram a ser utilizados. As assembleias, por exemplo, passaram a ser feitas virtualmente, respeitando as regras de isolamento. Isso foi muito importante para o engajamento dos sindicatos na situação dos trabalhadores, pois a quarentena fez com que a demanda pelos serviços dessa categoria aumentasse.Muitas empresas passaram por um processo de demissão em massa, principalmente no início da pandemia, e era essencial que os sindicatos acompanhassem esse processo para garantir que nenhum dos direitos fosse negligenciado. O atendimento aos trabalhadores passou a ser feito 100% online, foi necessária toda uma inovação nesse setor para que todos fossem ouvidos. Em vista de todas essas mudanças tecnológicas que foram feitas pelos sindicatos durante o período de isolamento social, podemos concluir de que a tendência é que essa categoria se torne cada vez mais inovadora. Afinal, uma vez que se dá vários passos rumo ao progresso, se torna inviável voltar atrás, a tendência é sempre seguir adiante. Para mais conteúdos como este, continuando navegando pelo nosso blog.

Gestão Sindical, Votação On-line

Como fazer a convocação para uma assembleia online?

Engajar pessoas a assumirem um papel ativo nos momentos de tomada de decisão nunca é tarefa fácil, não é mesmo? Neste momento histórico e atípico, em que é necessário evitar aglomerações, o desafio é maior ainda. Afinal, como convocar o grupo que você representa para participar de uma assembleia online? Preparamos algumas dicas imperdíveis para te ajudar nessa empreitada. Confira a seguir: Se possível, envie também uma convocatória “off-line” É claro que, com as medidas de distanciamento social, o alcance de comunicados impressos é relativamente limitado. Mesmo assim, atribuir alguma materialidade à convocação da assembleia online pode ser uma medida importante para que todos compreendam que o encontro virtual é tão importante (e sério!) quanto uma reunião presencial. Para isso, vale fixar o edital de convocação em murais de avisos ou, se viável, apostar na boa e velha caixa de correio para garantir que o informativo chegue às casas dos destinatários. Mensagens instantâneas são eficientes A tendência é que as pessoas verifiquem as mensagens que recebem em seus celulares com mais frequência do que outras mídias. Por isso, apostar nessa linguagem para enviar a convocação virtual de assembleia costuma ser eficaz. Aplicativos como WhatsApp e Telegram possuem funções de listas de transmissão. Essas ferramentas asseguram que o mesmo recado chegue como uma mensagem individual a um grande número de usuários, sem que seja necessário contatar um por um manualmente. É uma estratégia importante, já que grupos são mais impessoais, além de muitos membros não os verificarem com frequência. Aposte em mais de uma plataforma A diversidade de mídias digitais em que a convocação será feita aumenta as chances de que o recado chegue a todos. Portanto, publicar o aviso em mais de um site ou aplicativo pode ser crucial para aumentar seu quórum. A escolha das plataformas utilizadas, contudo, irá depender do perfil do grupo, e do quão organizado é o seu registro de contatos. Algumas preocupações possíveis: você possui os telefones de todos? Redes sociais? Endereços eletrônicos? Há algum meio fácil e objetivo de fazer a coleta desses dados, caso você não os tenha em mãos? Feita essa reflexão, é importante pensar onde sua base se encontra, dentro do contexto do ambiente virtual. Para grupos mais diversos e generalistas, por exemplo, criar um evento no Facebook costuma funcionar. Já quem possui um perfil mais tradicional, em termos de uso da internet, tende a atender a um chamado formalizado por e-mail com mais facilidade. Audiências mais jovens, por sua vez, podem ser engajadas a comparecer por meio de stories e/ou publicações comuns no Instagram. Antes do encontro, instrua as pessoas sobre a plataforma a ser utilizada na reunião Discord, Zoom, Microsoft Teams, Skype, ou até mesmo o próprio WhatsApp, as possibilidades para realizar um encontro coletivo remoto, incluindo suporte para áudio e vídeo, são bem diversificadas. Mesmo assim, nem todos estão familiarizados com as suas ferramentas. Já no ato da convocatória, é fundamental encontrar meios didáticos de instruir os participantes sobre como acessar a assembleia online e criar uma conta para ingressar na reunião. Isso é importante para que as pessoas tenham tempo de se preparar e ambientar. Também vale estabelecer um intervalo maior que o habitual entre a primeira e a segunda chamadas, considerando eventuais dificuldades de login e conexão nessa organização atípica. E aí, gostou das dicas? Nesse caso, não deixe de compartilhar o artigo para que mais pessoas possam ter acesso a essas ideias. Não deixe de navegar pelo nosso site para obter mais informações sobre tecnologia e mundo digital.

Gestão Sindical, Tecnologia

Ação sindical e uso da tecnologia da informação

Numa quarta-feira, primeiro de julho de 2020, milhares de entregadores “empregados” pelas empresas que controlam aplicativos, como Rappi, I-Food, Uber Eats e similares, fizeram greve no Brasil todo. O movimento culminou com manifestações massivas em São Paulo (SP) Campinas (SP), Santo André (SP) e Ribeirão Preto (SP), Rio de Janeiro (RJ), Recife (PE), Salvador (BA), Maceió (AL), Fortaleza (CE), Teresina (PI) Brasília (DF) e Belo Horizonte (MG). Ação sindical e uso da tecnologia da informação O que aconteceu exatamente? Os entregadores se organizaram ao longo do mês anterior para preparar a greve; se mobilizaram, pediram apoio e solidariedade aos clientes dos aplicativos, paralisaram as atividades, fizeram manifestações de rua, deram ampla publicidade às suas reivindicações ganhando assim a simpatia e a cumplicidade da opinião pública, e, por fim, marcaram nova paralisação para o final do mês. Trata-se de uma atividade de natureza essencialmente sindical – mas organizada à margem das entidades.(1) Um setor da classe trabalhadora, produto direto da precarização imposta em nível mundial pelo capital e materializada no Brasil pelas reformas trabalhistas de Temer e Bolsonaro, se une e se organiza em defesa de suas reivindicações. Assim, uma massa disforme e pouco visível de “empreendedores” torna-se uma categoria de trabalhadores com voz ativa. As reivindicações não foram atendidas, porém a relação de forças mudou e algumas decisões judiciais já estão favorecendo os trabalhadores. Como isso foi possível? Como “empreendedores” dispersos fisicamente conseguiram criar esse fato político? Com disposição de combate sem a qual não existe atividade sindical. Mas, quais foram os meios que possibilitaram mobilizar trabalhadores que pouco se consideram parte de uma categoria e ao mesmo tempo unificar pautas de reivindicações, planejar ações e dialogar com a opinião pública? Com o amplo uso da tecnologia da informação! Os trabalhadores se utilizaram da internet e das ferramentas nela hospedadas, que foram desde aplicativos de mensagens, passando pelas redes sociais e conferências, chegando aos vídeos de propaganda. Todo esse arsenal foi mobilizado com inteligência, possibilitando a paralisação. Esse fato precisa ser entendido pelo movimento sindical por seu profundo significado tanto político como organizacional: trata-se do uso da tecnologia.  A mesma tecnologia que tornou possível a precarização e a super exploração de uma categoria de trabalhadores pode ser um poderoso instrumento de ação sindical, se utilizada com inteligência e com propósitos políticos adequados. Nas décadas de 1970 e 1980 do século passado, o movimento sindical brasileiro começou a se reorganizar contra o arrocho imposto pela política econômica da época – Ditadura Militar – e os trabalhadores passaram a retomar o controle de suas entidades expulsando os dirigentes considerados “pelegos”.(2) Nesse movimento os bancários tiveram um papel de destaque, principalmente em capitais como São Paulo, Rio de Janeiro e em Porto Alegre. A categoria era extremamente numerosa e concentrada. A quase totalidade dos bancários trabalhava em agências; as maiores agências, próximas entre si, ficavam nos centros de negócios das grandes cidades. Os demais bancários trabalhavam nos Centros de Processamento de Dados (CPDs) e nos Centros Operacionais responsáveis pelas atividades de retaguarda, como, por exemplo, o Setor de Compensação. Com um único carro de som ou uma única equipe de panfletagem era possível ter acesso a uma grande parte da categoria. Essa situação favoreceu o desenvolvimento de um sindicalismo “clássico” que tomava emprestado os meios de luta e organização do movimento operário: assembleias massivas, passeatas, panfletagens, piquetes e greves. Sabemos da significativa mudança do trabalho bancário nos últimos 40 anos, nos quais a categoria foi numericamente reduzida a uma fração do que era. A atividade foi fragmentada e hoje boa parte das operações é executada pelos próprios clientes nos terminais e aplicativos. Os processos de terceirização e precarização agravaram a fragmentação da categoria. Se a necessidade da ação sindical continua existindo, os meios devem mudar, e o movimento dos empregados dos aplicativos pode indicar o caminho. As redes sociais podem servir de espaço de mobilização, informação e debate, reduzindo dessa forma a dispersão física e substituindo a reunião ou assembleia tradicional. As aplicações de mensagens assumem a função da “rádio peão”; decisões podem ser tomadas em rápidas videoconferências; e, por fim, plataformas de publicação de vídeo são instrumentos poderosos de esclarecimento e propaganda. Esses instrumentos – que, lembremos, são meios e não substituem a vontade e o rumo político – possibilitam o que o técnico do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP), João Guilherme Vargas Netto, chama, em artigo publicado na internet em novembro de 2018, de “renascimento dos sindicatos”.(3) Não se trata de fenômeno totalmente novo. Assim foi organizada em maio de 2018 a histórica paralisação nacional dos caminhoneiros que pôs de joelhos e por pouco não derrubou o governo Temer. Sem o uso da tecnologia teria sido impossível organizar, orientar, informar e mobilizar categoria tão dispersa, heterogênea e sem tradição de luta sindical. Mais recentemente as campanhas salariais de sindicatos tradicionais como o Sindicato dos Professores de São Paulo (SINPRO-SP) também se apoiaram fortemente em ferramentas tecnológicas. Esse fenômeno não está circunscrito ao Brasil. Nos Estados Unidos, na década de 2010, verificou-se um renascimento sindical (4) impulsionado pelos millenials (jovens adultos, assim são chamados os nascidos entre a década de 1980 e os primeiros anos do século XXI). Esses jovens foram excluídos do suposto boom econômico que concentrou as riquezas nas mãos de um grupo cada vez menor e mais rico. Não têm perspectiva no curto prazo, nem educação política “tradicional”. Mas se lançam à luta ignorando o passado das entidades. Esse renascimento sindical tem a marca da tecnologia. Os sindicatos já estruturados, como “os bancários”, devem também se utilizar dessas ferramentas (tecnologias). Mas não se trata de “espontaneísmo”. Para que sejam úteis, com benefícios perenes, é necessário adotar uma boa infraestrutura tecnológica: ferramentas bem escolhidas e treinamento adequado às pessoas envolvidas na utilização. Tudo isso aliado a serviços que aproximem o sindicato do trabalhador. Por exemplo: carteirinha virtual, consulta a processo trabalhista, solicitação de benefício, cursos de formação, estadia em colônia de férias etc. Esses recursos compõem o que chamamos de segunda geração da informatização das entidades sindicais, ou de “sindicato virtual”. São dependentes da internet e da conectividade. Visam alcançar, dialogar e dar voz ao trabalhador independente de seu local de trabalho. A primeira geração “da informatização” foi impulsionada, no Brasil, pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) a partir do final da década de 1980.

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O impacto da LGPD na segurança da informação no sindicatos

A nova Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) entrará em vigor em janeiro de 2021; foi adiada em razão da pandemia do novo coronavírus. Entretanto, pouco se têm discutido sobre o seu impacto na segurança da informação do Sindicato. Seja na internet ou em lugares físicos, os dados pessoais são expostos e colhidos por empresas que os aplicam em suas estratégias. O que ocorre é que os dados são coletados, muitas vezes, sem consentimento da pessoa. A LGPD, por sua vez, considera primordial a noção de recolhimento de informações por parte dos usuários e lhes concede o poder de alterar ou excluir o que foi captado. Seus princípios envolvem a finalidade, transparência e segurança. Agora, as empresas devem pedir permissão para tal coleta e, se não o fizerem, estarão sujeitas às penalidades da nova lei, que no âmbito civil, pode chegar à multa de R$ 50 milhões por incidente. Por esse motivo, confira abaixo os impactos dela no Sindicato. Impacto da LGPD no Sindicato Sem exceções, todas as companhias devem adotar medidas de boas práticas para evitar que os dados sejam violados, principalmente porque está previsto na LGPD que este ato será considerado como critério atenuante das penas. Em cada empresa, deverá existir o Encarregado de Proteção de Dados (DPO) para promover esta cultura de segurança, que será fiscalizada pelo órgão de Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD). Quando falamos nos dados e nas relações trabalhistas, as informações pessoais são utilizadas em: • Processos seletivos; • Contratos de trabalho; • Rescisões contratuais; • Terceirização de serviços; • Contratações de autônomos. Como na relação de trabalho os dados do contratado vigoram desde a fase pré-contratual até a entrada efetiva na empresa, qualquer mudança que possa haver no contrato, o Sindicato deve ser consultado para a defesa de direitos. É papel do Sindicato avaliar as condições de cada coleta referente aos profissionais que defende, para averiguar se a lei está sendo cumprida e se os direitos dos trabalhadores estão vigentes. Principalmente com a LGPD, o Sindicato deve exigir transparência na coleta de dados caso algum membro de sua classe se sinta desrespeitado ou violado. Todos os empregadores devem fornecer explicações aos seus funcionários sobre a questão do repasse de informações também aos Sindicatos. Entretanto, pelo fato de o consentimento por parte do titular ter que ser expresso, a autorização poderá ser realizada por meio de assembleias da entidade sindical, para que a classe se manifeste em conjunto a respeito deste assunto. Nesta assembleia sindical, os trabalhadores expressam suas autorizações em listas destinadas ao Sindicato, passam a ser negociações coletivas e não mais individuais, para promover benefícios unânimes aos pertencentes da categoria. Esta negociação coletiva não viola o direito dos trabalhadores e está pautada na unicidade sindical com o intuito de representar o interesse da classe, de acordo com o 8º artigo da Constituição Federal. Após a autorização realizada em assembleia, a cláusula convencional deve conter a data da reunião e a abrangência geral de todos os integrantes que aquele Sindicato representa. A questão deste repasse de informações dos empregados à assembleia não infringe a LGPD, pois corresponde à solidariedade, boa-fé objetiva e à função social do pacto coletivo no 7º artigo da Constituição Federal. Ficou alguma dúvida pendente ou deseja saber mais sobre o assunto? Acesse nosso site e fique por dentro dos nossos conteúdos!

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Afinal, a assinatura digital é realmente segura?

Com o avanço da tecnologia e a transformação digital, essa é uma dúvida bastante comum na cabeça das pessoas. Antes manuais, grande parte dos processos das empresas se tornou digital, assim como a assinatura, que migrou do tradicional papel para se tornar digital. Saiba que a assinatura digital é totalmente segura, até mais do que as feitas em papel, que estão sujeitas à falsificações e fraudes. A assinatura digital utiliza meios eletrônicos para comprovar a autenticidade de quem assinou determinado documento, como a criptografia. Isso garante o mais alto nível de segurança nas transações, além de mais praticidade. É importante ressaltar que existem diferenças entre assinatura digital e eletrônica, que vamos esclarecer ao longo deste artigo. Qual a diferença entre assinatura digital e eletrônica? A assinatura eletrônica utiliza diversos meios virtuais para assinar um documento, como criptografia, login e senha, o envio de um SMS para o celular, envio de e-mail ou o IP do dispositivo para reconhecer o seu autor. A assinatura digital é um tipo de assinatura eletrônica que faz uso da criptografia por meio de sistema de chaves públicas e privadas para comprovar a identidade do usuário que assina um documento. Ela exige o uso de um certificado digital, que é uma espécie de identidade eletrônica de pessoas físicas e jurídicas para garantir a autenticidade da transação. O que garante tamanha segurança é que uma vez assinado dessa maneira, o documento não pode ser mais alterado de nenhum modo. Todas as informações de quem assinou, quando, como, onde e o que ficam registradas e criptografadas. Todo esse mecanismo é a prova de fraudes ou rasuras, diferente da assinatura eletrônica ou manuscrita. Outro ponto que torna as assinaturas digitais seguras é que elas estão amparadas por lei. Desde 2001, com a criação da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira – ICP Brasil, os documentos assinados digitalmente têm a mesma validade jurídica no Brasil do que os feitos em papel e servem para qualquer tipo de contrato. Documentos em papel são mais difíceis de serem armazenados e ocupam muito espaço em ambientes empresariais. Isso sem falar também no risco de perda e roubo de informações. Os dados digitais ficam armazenados em nuvem, em servidores criptografados extremamente seguros com certificação nacional e internacional. Além disso, os documentos estão disponíveis para serem consultados a qualquer momento por meio de computadores, smartphones ou tablets. O usuário ainda pode optar por permitir o acesso mediante apresentação de login e senha, trazendo mais segurança para as informações. O uso desse recurso confere muito mais agilidade em diversos processos, já que não existe a necessidade da presença física das partes interessadas. Além disso, é uma forma de diminuir custos com a impressão de papel e ter mais competitividade no mercado, já que elimina grande parte da burocracia. Para obter uma assinatura digital é preciso procurar uma autoridade certificadora, que vai fornecer e assinar os certificados digitais. Basta escolher o tipo de certificação, A1 ou A3, fazer o pagamento da taxa e realizar a validação presencial com os documentos necessários. Saiba mais sobre soluções tecnológicas, entre em contato com nossos especialistas e traga os benefícios da transformação digital para a sua empresa.

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5 dicas para aumentar a produtividade nos sindicatos

Precisa aumentar a produtividade do seu sindicato? Saiba que a falta de organização interna pode ser a grande culpada de dificuldade de cumprir prazos, metas e até na má prestação de serviços. Veja essas dicas para melhorar a produtividade da sua equipe! Tenha boa divisão de tarefas e ferramentas Dois pontos devem ser observados primeiro: a divisão de tarefas entre os colaboradores e as ferramentas que eles dispõem para trabalhar. É muito difícil fazer uma gestão eficiente no seu sindicato sem dispor de ferramentas para isso. Além do mais, a má divisão de tarefas entre funcionários e setores pode atrapalhar a organização dos processos internos. O resultado é dificuldade de comunicação, maior ocorrência de falhas humanas, e no fim das contas não existe produtividade, pois a equipe não tem recursos para isso. Fique de olho na sobrecarga dos colaboradores Como consequência até da falta de divisão de tarefas temos a comum sobrecarga de trabalho, infelizmente muito comum em muitas empresas. A fim de evitar isso no seu sindicato, é importante deixar claro todas as atividades da empresa, dividi-las por setores e por último por colaboradores. A sobrecarga é uma grande inimiga da produtividade, afinal, ser produtivo é realizar com excelência as tarefas mais rápido e não acumular atividades. Quanto mais isso acontece, mais erros você pode ter, pois as pessoas ficam com dificuldade de ter rendimento após grandes somas de trabalhos e horas extras. Todos esses fatores que citamos na dica anterior e nesta podem virar uma verdadeira bola de neve dentro do sindicato, dificultando na prestação de serviço de qualidade. Promova reuniões mais rápidas As reuniões internas são essenciais para ajustar questões do dia a dia de trabalho e produzir melhor, além de traçar metas. Por outro lado, perder muito tempo nessas reuniões pode afetar a agenda de trabalho da equipe. Então, a fim de evitar perda de tempo, temos duas dicas essenciais: pauta e ficar de pé. Isso mesmo! Antes de iniciar uma reunião tenha todos os pontos de pauta a serem discutidos naquele dia. E ficar de pé pode ajudar a todos entenderem que aquele momento será rápido e direto, então tanto os presentes quanto o gestor internalizam esse conceito. Faça o teste e veja os resultados. Crie metas para a sua equipe A meta é aumentar a quantidade de filiações em 20%, pois bem, as reuniões com a equipe e o gestor vão trazer as atitudes necessárias para isso. Os colaboradores conseguem trabalhar melhor em cima de uma meta, pois atuam em direção a um objetivo em comum. Para isso é importante que haja organização entre os diretores e gestores a fim de traçar esses objetivos e caminhos para a equipe chegar lá. Não abra mão dos momentos de descanso dos colaboradores Lembrando mais uma vez que produtividade não significa simplesmente trabalhar muito, mas de forma efetiva em menos tempo. Isso quer dizer que as pessoas precisam ter seus intervalos, não adianta emendar turnos ou promover dezenas de horas extras. Todas essas dicas visam melhorar o dia a dia do seu sindicato e a melhor consequência disso é a produtividade. Se precisa de ferramentas que vão facilitar o dia a dia da equipe do seu sindicato, venha conhecer o nosso trabalho!

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Indicadores de desempenho: saiba como aplicar na gestão do seu sindicato

Toda integração de uma equipe em função de um resultado, seja econômico ou social, precisa de gerenciamento. A gestão feita com efetividade pode aumentar a produtividade, qualidade dos resultados e de vida de uma equipe. As organizações sindicais estão percebendo a importância de aplicarem sistemas gerenciais no seu trabalho para que o desenvolvimento seja possível. Já entendendo essa importância, as entidades sindicais caminham nesse sentido e começam a aplicar os Indicadores de Desempenho. Para entendermos como aplicar essa ferramenta na gestão do seu sindicato é preciso entendermos como ela funciona, e nós vamos te ensinar neste artigo tudo sobre esse assunto. Indicadores de Desempenho: o que é na prática? Em termos práticos esse conceito fala sobre a análise dos resultados de um trabalho. Essa análise tem como função aprimorar os processos e as performances, além de melhorar os resultados. Desse modo, a análise desses Indicadores precisa ser realizada de acordo com cada tipo de trabalho. Como o foco é melhorar os resultados e também a qualidade do trabalho, cada negócio geralmente constrói uma análise fiel aos seus processos. Alguns benefícios que essa análise pode trazer em contextos gerais é a maior organização do trabalho, assim como padronização dos processos e atividades exercidas pela equipe. Sindicatos: precisam de Indicadores de Desempenho? Toda equipe que precisa se integrar em busca de um resultado, seja ele qual for, pode ser grandemente beneficiada por essa ferramenta. É muito comum algumas entidades sindicais relatarem desorganização da equipe. Dessa forma, a aplicação da ferramenta é extremamente benéfica para os sindicatos, por isso, eles precisam. Indicadores de Desempenho nos Sindicatos: como funciona? Os processos para a realização dessa ferramenta são semelhantes aos processos de realização em outros tipos de equipe. Porém, esses indicadores recairão sobre um trabalho diferente, portanto, a própria análise precisa ser feita de modo distinto. É possível aplicar uma ampla gestão no seu sindicato através de sistemas variados e específicos para o seu tipo de trabalho. Uma maneira de aplicar esses Indicadores é utilizar sistemas para pagamentos de contas, por exemplo. Pensando no trabalho de um sindicato, pode se aplicar também essa análise no controle dos fluxos de arrecadação de mensalidades e de contribuição ao seu sindicato. Além desses processos que podem ser otimizados, existem outros diversos. O mais importante é encontrar equipes especializadas em construir sistemas de gestão específicos para o seu tipo de negócio. Apenas com esse olhar especialista é possível utilizar os sistemas e os indicadores de desempenho de modo correto, ou seja, beneficiando o seu sindicato. Nós da Pandora Soluções somos especialistas em desenvolvimento de sistemas de gestão para sindicatos. Através dos nossos sistemas, é possível que você consiga controlar todos os pontos principais de modo que possa exercer os processos da melhor maneira. Dentre os nossos serviços, temos sistemas de geolocalização, controle dos pagamentos dos processos, agendamento de homologação, sistema de apoio jurídico, sistema de processo eleitoral do sindicato e muito mais. Acesse o nosso site clicando em Pandora Soluções e veja as diversas opções de Sistemas criados especialmente para o seu Sindicato!

Gestão Sindical

Seu sindicato está preparado para a LGPD?

Seu sindicato está preparado para a LGPD? A revolução digital passou por nossos olhos e, por conta do fascínio que causava em seus usuários e mesmo na população em geral, quase não foi possível perceber o que estava se passando. No entanto, passado o encantamento inicial com o mundo de possibilidade que a rede mundial de computadores proporcionou, nós nos demos conta de que essa ferramenta tão incrível e moderna também pode ser usada para fins nocivos. É por conta disso que o Brasil optou por seguir um movimento que vem sendo realizado no mundo inteiro, que é o da regulação dos dados dos diversos usuários da internet. Essas medidas pioneiras visam proteger e garantir que nenhum cidadão tenha sua dignidade violada, seja qual for a forma e o ambiente virtual no qual ele esteja. Se você deseja entender o que é LGPD e como ela afeta o seu sindicato, além descobrir se ele está preparado para essa lei, fique com a gente e confira o artigo a seguir! Acompanhe! Afinal, o que é LGPD? A Lei nº 13.709/18 (Lei de Proteção de Dados – LGPD) é um conjunto de regras jurídicas que tem por objetivo a regulamentação da coleta, processamento e armazenamento de dados pessoais de cliente e usuários da internet. A lei em questão entrou em vigor no dia quinze de agosto deste ano, e muda alguns itens essenciais do Marco Civil da Internet. É inspirada na General Data Protection Regulation (GDPR), regulamentação da mesma natureza, só que em solo europeu. Desse modo, podemos imaginar o quão importante e impactante será a transformação do meio digital e da maneira com a qual lidamos com os dados pessoais no Brasil depois dessa realização. Seu sindicato está preparado para a LGPD? Os sindicatos, assim como federações e associações, são os principais afetados por esse novo conjunto de regras para a atuação no meio digital. Por esse motivo, é extremamente recomendável que esses setores estejam preparados para a implementação dessa nova regulamentação. Veja como: 1. Aprofundar-se Antes de qualquer coisa, você precisa conhecer a nova lei. Só dessa maneira será possível realizar qualquer ação efetiva. Desse modo, reveja os seus processos e altere tudo o que for necessário, incluindo até mesmo termos e contratos de privacidade. Nesse caso é até possível a contratação de um profissional especializado no assunto ou até mesmo uma assessoria. 2. Estabeleça um plano Se disciplina é liberdade, o preparo é a salvação para qualquer situação de conflito. Desse modo, estabeleça um plano e crie um cronograma bem detalhado do processo de transição e de todos os possíveis impactos dessa mudança legislativa. 3. Comunique-se exaustivamente O segredo de uma revolução não está no ato de romper com a ordem vigente, e sim no de fixar a ideologia de uma nova concepção de mundo na cabeça da maior parte da população. Desse modo, para que seu sindicato efetivamente entre em concordância com a lei, será preciso que todos os membros conheçam de cor e salteado todos os trâmites de transição e implementação dessas novas regras digitais. Gostou do artigo de hoje e gostaria de saber mais? Entre em nosso site e descubra sobre esse e diversos outros temas do seu interesse.

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